Na tarde da última quinta-feira (24), um funcionário do Banco do Brasil foi vítima do ‘crime do sapatinho’ pela segunda vez no ano, em menos de três meses. O primeiro caso em que ele foi sequestrado ocorreu em agosto. O caso recente foi exatamente no mesmo dia em que um funcionário do Banco do Brasil em Mosqueiro também foi vítima da mesma modalidade de crime. Com isso sobem para 10 os números de casos de sapatinho registrados em 2016 pelo Sindicato. Nesse ano, a entidade sindical já registrou 46 ocorrências de violência contra bancos, entre assaltos consumados e tentativas.

As informações apuradas pelo Sindicato dos Bancários do Pará dão conta de que na manhã do dia 24/11, por volta das 9h30, logo após a abertura da agência do BB em Curionópolis, um cliente informou ao vigilante da unidade que haveria um assalto no local. O segurança comunicou a denuncia à gerência e às 10h a agência foi fechada como medida preventiva.

Porém, por volta das 17h30 o referido bancário foi feito refém dentro da sua casa por um grupo de assaltantes armados, que o levou até Parauapebas onde sequestraram outro bancário da agência Curionópolis como forma de garantir o assalto.

A quadrilha regressou à cidade com os dois bancários e entraram na agência por volta das 19h. Durante a abertura do cofre o alarme disparou, mas a polícia não foi até o local. O bancário que passava pelo segundo sequestro desmaiou e foi abandonado na própria agência. O outro bancário foi levado na fuga dos assaltantes e libertado já em Parauapebas. A quantia roubada não foi divulgada.

“A sensação que passamos é terrível. Todos que trabalham nessa agência vivem com muito medo, principalmente de sequestro. Vira e mexe a agência é fechada antes do expediente por denuncias de possíveis assaltos. O clima de insegurança e de medo é constante entre nós”, disse um funcionário da agência que não será identificado.

“A insegurança bancária no Pará só faz piorar. Não bastasse a pressão dos bancos para o cumprimento de metas e as medidas do governo de massacrar a nossa categoria, ainda temos que conviver com essa situação de medo constante, tendo em vista a inoperância e descaso com que os bancos e o governo do estado tratam a questão da segurança bancária e da segurança pública. Mas seguiremos denunciando e cobrando medidas efetivas que possam garantir segurança de verdade para os bancários e bancárias e para toda sociedade paraense”, afirma o diretor do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil, Gilmar Santos.