Equipes da Polícia Rodoviária Federal bloquearam as duas vias da BR-155 na manhã desta segunda-feira (27) para garantir a segurança durante uma operação de reintegração de posse das fazendas Cedro e Fortaleza, em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará.  Sem desvio, o congestionamento na rodovia chegou a 2 quilômetros.

De acordo com a Polícia Militar, uma liminar expedida pelo juiz da 3ª Região Agrária de Marabá, Amarildo José Mazutti, determinou a reintegração de posse das fazendas Cedro e Fortaleza, localizadas às margens da BR-155, em Eldorado dos Carajás. A ação segue até o final da tarde da próxima quarta-feira (29).

A fazenda Cedro, que mede oito mil hectares, foi ocupada em novembro de 2008. Já a Fortaleza, com mais de quatro mil hectares, em fevereiro de 2009. Os terrenos fazem parte do grupo Agropecuário Santa Bárbara. Denominada como acampamento Helenira Rezende, o terreno da fazenda Cedro está ocupado por cerca de 140 famílias. A Fortaleza segue ocupada por 110 famílias.

“A solicitação deste prazo foi feita pelos próprios moradores e atendida pelos oficiais de justiça e pela Polícia Militar. A expectativa é de que a gente conclua esta operação de acordo com os princípios da legalidade, que é o nosso objetivo principal”, afirmou o tenente coronel Sérgio Ricardo Neves, comandante da operação.

O efetivo da PM conta com cerca de 100 militares do Comando de Missões Especiais, do Comando de Policiamento Regional II e reforço do Grupamento Tático Operacional dos municípios de Marabá e Parauapebas. A ação também conta com o apoio do Corpo de Bombeiros, Centro de Perícias Renato Chaves, Tribunal de Justiça do Estado, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Polícia Civil e Delegacia de Conflitos Agrários.

Em nota, a AgroSB informou que as fazendas invadidas pelo MST (Cedro, Maria Bonita e Fortaleza) eram produtivas e geravam centenas de empregos na região. A partir de 2008, três anos após a criação da AgroSB, a empresa passou a sofrer ataques criminosos: matança de gado, ameaça e sequestro de funcionários, casas e máquinas agrícolas incendiadas, escolas depredadas, cercas e currais destruídos, pastos destruídos.

Por conta desses ataques, a AgroSB perdeu a posse dessas fazendas e entrou com medidas judiciais para reaver os seus direitos e retomar as propriedades. Conseguiu a primeira liminar de reintegração de posse em 2008. Reassumindo a posse de suas propriedades, a AgroSB iniciará imediatamente a reconstrução do seu projeto de pecuária e agricultura.