À unanimidade de votos, os desembargadores integrantes das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Pará negaram pedido feito pela defesa de Maridé Gomes da Silva, que requereu a revogação da decisão que o afastou da função de vereador de Parauapebas. A defesa alegou a inexistência de motivos para o afastamento da função.

O habeas corpus foi relatado pelo desembargador Mairton Carneiro, que considerou ainda estarem presentes os motivos que ensejaram o afastamento do vereador, necessário para o resguardo da instrução criminal. O pedido de habeas corpus foi apreciado na sessão das Câmaras desta segunda-feira, 28.

De acordo com o processo, o Ministério Público denunciou o vereador, além do empresário Hamilton Ribeiro e seu sobrinho, Pedro Ribeiro, por envolvimento em um esquema de corrupção, em que Maridé seria o responsável pela articulação na Casa Legislativa. Conforme o MP, o empresário pagava uma espécie de “mensalão” a alguns vereadores para beneficiar as suas empresas, além de outras por ele indicadas, em licitações firmadas com a Câmara Municipal de Parauapebas.

À ação penal, o MP juntou várias provas, incluindo vídeos em que Maridé aparece recebendo valores em um veículo no estacionamento da Câmara. As prisões de Hamilton e Pedro, bem como as investigações sobre o suposto “mensalão”, decorreram da Operação Teia de Penélope, do Ministério Público.

Redação do Portal Canaã