O Projeto Fosfato Santana, no município de Santana do Araguaia, deve gerar mais de 4 mil  empregos diretos e indiretos, incluindo as fases de instalação e operação.   O projeto consiste na extração e beneficiamento do minério fosfato para fabricação de fertilizantes destinados à agricultura. A empresa responsável pelo empreendimento é a MbAC Fertilizantes Ltda.

De acordo com os representantes da empresa, o empreendimento deverá ser instalado na zona rural de São Félix do Xingu, mas o escoamento da produção passará pelos municípios de Santana do Araguaia e Cumaru do Norte. Ainda conforme o projeto envolverá a extração mineral de superfosfato simples e fosfato natural, em área rural do município de São Félix do Xingu, e processamento para obtenção do produto, que será utilizado na adubação de solos.

O planejamento da lavra foi desenvolvido para a produção de 300 mil toneladas anuais de concentrado fosfático. Com as reservas naturais pesquisadas, a vida útil do empreendimento é de 31 anos, com um pico de movimentação anual de 5,2 milhões de toneladas de estéril e minério.

Na última quinta-feira (10), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), promoveu uma audiência pública para discutir o Projeto Fosfato Santana, teve a participação de aproximadamente 300 pessoas. Com base na legislação estadual, a audiência visou informar os detalhes do projeto e discutir seus potenciais impactos ambientais, tendo como base o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que estão sob análise, visando subsidiar os pareceres técnicos que serão emitidos pela Semas para fins de licenciamento ambiental. Além dos aspectos ambientais, foram abordadas questões relativas ao desenvolvimento social e econômico, considerando a possibilidade de o empreendimento se fixar na região.

Segundo o secretário adjunto de Gestão de Regularidade Ambiental da Semas, Thales Belo, a discussão, embora não tenha caráter deliberativo, é fundamental, pois amplia o diálogo com a comunidade. “Nós percebemos o engajamento de todos. Eles ficam atentos à apresentação e trazem demandas importantes para o Estado, que vai absorvê-las no momento da análise”, declarou o secretário adjunto, reiterando que o processo está sendo analisado de forma cautelosa, levando em consideração a demanda local.

O secretário de Educação de Santana do Araguaia, Djalma Moreira, representou a Prefeitura e ressaltou a importância da audiência. “Precisamos discutir porque é o futuro da região que está em jogo. O desenvolvimento precisa considerar os diversos setores da sociedade”, frisou.

A prefeita de São Félix do Xingu, Minervina Maria de Barros, disser ser favorável ao desenvolvimento com sustentabilidade. “Os municípios irão melhorar quando todos se unirem para discutir os rumos da produção de minério, sendo que esse processo trará riquezas e ganhos para a região”, ressaltou a prefeita.

Para os representantes do município de Cumaru do Norte, a audiência pública integra a política avançada do Estado do Pará, já que as riquezas naturais e o equilíbrio econômico são fomentos para o desenvolvimento social.

Reportagem/Portal Canaã