O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a agosto, e veio a notícia boa: Paragominas é o 3º município que mais gera empregos formais no Pará em 2017. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tinha divulgado dados da produção agrícola, e Paragominas ficou em 1º lugar no estado, no quesito geração de riquezas no campo.

Todas essas informações mostram o quão sólida está a economia local. No tocante aos dados da geração de empregos, cabe ressaltar que o Caged é uma espécie de bússola do mercado de trabalho com carteira assinada e mensura as contratações e demissões de trabalhadores em determinado período.

Dos 5.570 municípios brasileiros, Paragominas está posicionado na confortável 221ª colocação de maior empregador nacional, o que se torna um cartaz para atração de novos investimentos — empresários visionários geralmente fogem de localidades afundadas em desemprego, já que o desemprego acelera o passo de outros transtornos sociais, como a criminalidade. Aqui no Pará, apenas os municípios de Marabá (com 2.066 oportunidades e 21ª colocação nacional) e Barcarena (com 958 oportunidades e 107ª colocação nacional) apresentaram resultado melhor.

De janeiro a agosto deste ano, Paragominas criou 532 postos de trabalho, o melhor resultado desde 2014. Em 2015, o município fechou 438 vagas e, em 2016, encerrou 891 oportunidades, apontam as estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego.
Além de apresentar saldo global positivo, todos os setores do mercado de trabalho paragominense estão no azul: o setor de serviços está positivo em 159 postos; a construção civil, em 123; a indústria de transformação, em 112; a indústria mineral, em 76; a agropecuária, em 30; e os setores de serviços e comércio, juntos, estão prosperando em 32 oportunidades.

Onde há vagas 

No mês de agosto, as empresas locais preencheram vagas nas seguintes ocupações: explorador de madeiras, produtor de mudas e sementes, trabalhador de extração florestal, operador de colhedor florestal, ajudante de carvoaria, magarefe, trabalhador de pecuária bovina de corte, operador de motosserra, operador de caixa e auxiliar de escritório.

Os salários nesses cargos variam de um salário mínimo a R$ 1.446, sem contar eventuais gratificações. Os dez cargos que mais contratam ― citados atrás — abriram 80 oportunidades em agosto.

Em Paragominas, para quem tem nível técnico, o mercado também começa a mostrar seu lado bom. O salário varia de R$ 2.504 (para técnico em segurança do trabalho) a R$ 4.438 (para técnico em planejamento). E é de Paragominas, também, a maior contratação de carteira assinada de toda a Região Norte: por lá, diretor de uma grande empresa de mineração foi contratado em agosto com o salário de R$ 55 mil na carteira ― é o maior pago no Brasil este ano na indústria mineral.

Todo esse desempenho no mercado de trabalho só está sendo possível porque, anos atrás, a educação se tornou alvo de maciços investimentos, de maneira que hoje a população jovem está escolarizada, tem acesso a cursos superiores e não padece tanto com o estigma da “falta de mão de obra qualificada”, discurso furado de algumas empresas que se instalam no Pará e insistem em trazer equipes prontas, não abrindo oportunidades a quem de direito. Paragominas  é um dos municípios mais prósperos do Pará.

Reportagem: André Santos/ Meu Pará de todos