O início da fase de operação do projeto da “montoeira”, que visa a exploração do rejeito do garimpo produzido em Serra Pelada, em Curionópolis, deve acontecer até março de 2017. A afirmação foi feita por representantes da Sona Mineração, empresa que está à frente dos trabalhos, durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 4 deste mês com a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

Segundo o representante da área de geologia da Sona Mineração, Dr. Orlando representando os demais Geólogos e Engenheiros, a empresa está na fase final de instalação do projeto. Ele declarou que foi preciso fazer o mapeamento de área, instalação de escritório, residência e sondagem na área. Assim que a sondagem for feita, a mineradora alcançará, por meio de resultados vindo de laboratório, um diagnóstico completo do material que será beneficiado, o que determinará qual o tipo que usina que poderá ser trazida para lavrar o material e qual a capacidade dela para beneficiamento do material.

“Ainda estamos esperando o relatório final de conclusão das pesquisas que irão chegar ainda este mês. Assim que estivermos com os relatórios em mãos, imediatamente, daremos início a instalação da usina, que deverá estar instalada, e assim daremos início a fase de operação, ou seja, lavagem da montoeira. O nosso prazo para que isso aconteça será até o final do mês de março de 2017”, afirmou ele, segundo informações da Coomigasp.

O presidente da Coomigasp, Edinaldo Aguiar, cobrou dos representantes da Sona Mineração a montagem da usina. Ele disse que os garimpeiros fazem parte de uma sociedade sofrida, que vem sendo arrastada ao longo de mais de 30 anos, e que não podem mais ser enganados. “E isso aqui que estamos falando não é brincadeira e não pode jamais ser outra ‘Collosus da vida’, pois a coisa é séria, e muito séria, e os garimpeiros precisam ver resultados”, ressaltou.

O advogado da Coomigasp, Yuri Jordy, também esteve presente na AGE e explicou para os associados questões relativas sobre a viabilidade dos processos ambientais, os processos de requerimentos de áreas e sobre os trabalhos feitos pela cooperativa em relação aos associados.

Dr. Yuri Jordy, explicou três itens:

Como está no DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) os processos do requerimento das áreas, explicando que ele enquanto advogado da Cooperativa juntamente com o Presidente Sr. Edinaldo, estiveram várias vezes reunidos com o Diretor do DNPM tomando conhecimentos e providencias cabíveis para a atualização dos documentos das áreas dos garimpeiros. Ao chegar no DNPM para verificar a situação das licenças minerárias do primário e secundário, pedimos cópia integral dos processos. As licenças do secundário estão vigentes e com prazo longo para vencer. A do primário está também suspensa, esperando novo pedido de continuação, o que faremos apenas quando tiver a empresa do primário.

Relatou também sobre várias reuniões que esteve juntamente com o Presidente na SEMAS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade) onde foi tratado sobre a viabilidade dos processos ambientais. Quanto às licenças ambientais: Existem 3 licenças ambientais de interesse da Coomigasp. 01 (uma) do Primário e 02 (duas) do secundário. A do primário, está na SEMAS do Estado e as do secundário, está tramitando no município de Curionópolis. Todas estão sob controle. A do primário foi pedido a suspensão ainda pela Colossus e as reuniões que fomos lá foi para tentar segurar a suspensão até ter uma empresa interessada no primário. As do secundário estão em vigência, pois pedimos a renovação a tempo de ser obtida.

Explicou como se encontra hoje a viabilidade na Justiça Federal sobre o processo da Caixa Econômica. Disse ele: quem veio, viu e ouviu, que a Caixa espera que a Coomigasp continue os trabalhos que vem fazendo no que diz respeito ao quadro de associados, pois o que foi apresentado até o momento é exatamente o que a Justiça e a Caixa esperavam há muito tempo saber e que as gestões anteriores não tiveram o cuidado para fazer, mais que nessa gestão estão sendo realizados. Tão logo este trabalho esteja concluído, acontecerão outras reuniões para definir o que se deve fazer para beneficiar os verdadeiros garimpeiros.

Ainda na reunião, foram eleitos novos membros para o Conselho Fiscal da Coomigasp. De acordo com a cooperativa, foram eleitos Valdeci Melo Silva para o cargo de presidente; Vilson Dias Moreira como secretário e Maria Mirtes Leitão como terceiro membro. Como suplentes foram nomeados Paulo Beserra, José Ferreira e Raimundo Alves Sobrinho. Todos os eleitos têm mandato de um ano. Com informações da Coomigasp.

público que participaram da Assembleia Geral Extraordinária Foto:Coomigasp

Público que participaram da Assembleia Geral Extraordinária Foto:Coomigasp