A mineradora britânica Horizonte Minerals, que criou a Araguaia Níquel para exploração de níquel em Conceição do Araguaia, no Pará, pode investir mais de US$ 500 milhões no projeto. Em outubro, a empresa enviou os documentos para obtenção de Licença de Instalação (LI) do projeto para a secretaria de meio ambiente do Pará. O estudo de viabilidade deve ser concluído até o primeiro semestre de 2018.

Na primeira semana de novembro, foi enviado à Agência Nacional de Mineração o plano de lavra para a extração de níquel na mina durante 28 anos. “Esse é um marco do projeto e nos permite seguir adiante”, diz Jeremy Martin, presidente da empresa, que ressalta o aumento da demanda mundial por níquel com o avanço dos carros elétricos.

O início da produção está previsto para 2020. A empresa também firmou compromisso de escoar parte de sua produção pelos trilhos do projeto da Ferrovia Paraense, projeto do governo estadual, que tem atraído o interesse de outras empresas.

A Mineração Irajá assinou compromisso para escoar potencialmente 20 milhões de toneladas anuais de minério de ferro pela ferrovia. A empresa prevê extrair o minério de minas em Santa Maria das Barreiras e Santana do Araguaia, também no Sudeste do Pará. “A ferrovia poderia abrir caminho para que 13 minas de diversos metais pudessem escoar sua produção”, afirma o presidente da Comissão de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), José Mendonça.

A exploração de ouro interessa à canadense Belo Sun, que desenvolve o projeto Volta Grande, por ora suspenso por decisão da Justiça Federal, que considerou que o licenciamento não avaliou impactos sobre tribos indígenas próximas à área. Localizado no município de Senador José Porfírio, sudeste do Pará, na região de Altamira, com investimento de R$ 1,22 bilhão, o projeto está sem previsão de início por causa do impasse jurídico.

Nessa semana, a ONG Repórter Brasil lançará estudo sobre o projeto na região, em que algumas comunidades sentem os impactos da usina de Belo Monte, cuja barragem reduziu a disponibilidade de água na Volta Grande de Xingu. Com informações do Valor Econômico.