Potencial Econômico de Canaã dos Carajás é destaque na Revista Exame


Foto: Adriana/Portal Canaã

De acampamento agrícola, no início da década de 80, para um dos municípios que mais crescem no Estado do Pará. Nesta semana Canaã dos Carajás ganhou destaque no levantamento da consultoria de recrutamento Fesa divulgado na Exame que revelou que a busca por profissionais da área de mineração saltou 40% entre agosto 2017 e janeiro 2018. No mesmo período, a remuneração média para quem trabalha no setor cresceu 20%.

“A mineração é um dos setores que estão ajudando a estabilizar a economia brasileira”, diz Lucas Wilson, sócio consultor da Fesa. Em julho, o governo federal anunciou a criação de uma agência reguladora e de novas regras de cobrança de royalties pela exploração de recursos minerais, com o objetivo de elevar de 4% para 6% a participação do setor no PIB nos próximos 7 anos.

O aquecimento do setor é fortemente puxado pelo desempenho da Vale. Nesta semana, a empresa anunciou resultados financeiros que superaram as expectativas dos analistas: o Ebitda ajustado do quarto trimestre de 2017 foi de 4,1 bilhões de dólares, acima da média prevista de 3,85 bilhões.

Apesar da queda no preço do minério de ferro em relação ao terceiro trimestre, houve melhora nos negócios que envolvem metais básicos, como níquel e cobre, e mineradoras vinculadas a commodities como ouro, nióbio e tântalo também tiveram bom desempenho.

Perfis mais demandados

 “É fundamental que o profissional acompanhe o bom momento da indústria”, diz Wilson. “O perfil mais procurado combina capacidade de gestão e facilidade de relacionamentos interpessoais, além de profundo conhecimento técnico”.

A maior parte das vagas abertas pelas mineradoras está ligada ao serviço técnico, que engloba áreas como geologia, geotecnia e planejamento. O motivo da alta na procura por esse tipo de profissional é a necessidade de melhorar a previsibilidade da demanda e garantir os resultados da operação a longo prazo.

Segundo o levantamento da Fesa, os cargos mais demandados do momento são os de diretor técnico, diretor de operações, diretor financeiro, gerente de suprimentos de TI e gerente de mina.

Wilson destaca que posições no departamento de suprimentos são a bola da vez. “As empresas miram executivos com conhecimento técnico do setor, experiência em CAPEX e OPEX, capacidade de melhorar a performance em compras e olhar estratégico sobre estoque e logística”, diz o sócio da consultoria.

A exploração de nióbio, mineral com aplicações em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, lentes, lâmpadas de alta intensidade e tomógrafos, também deve absorver cada vez mais profissionais.

“O Brasil tem 98% das reservas conhecidas de nióbio no mundo e há muito investimento em geologia, geotecnia e planejamento para explorar melhor esse recurso”, explica Wilson. “Sai na frente o profissional que busca conhecimento técnico sobre aplicação e sustentabilidade nessa cadeia”.

Onde estão as vagas

 A Fesa registrou aumento na procura por executivos para atuar em mineradoras de médio e pequeno porte, com operações nas regiões Norte e Centro Oeste.

De forma geral, a maioria das oportunidades se concentra nos estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás. De acordo com Wilson, o Mato Grosso do Sul também está entrando para a rota da mineração, com investimentos para criar uma logística de desenvolvimento sustentável dessa cadeia na região.

O Pará é outro polo de oportunidades, sobretudo na cidade de Canaã dos Carajás, onde a Vale construiu o Complexo S11D Eliezer Batista (S11D), que completou um ano de operação com a estimativa de produzir 22 milhões de toneladas de minério de ferro.

No início do projeto, a Vale anunciou 180 vagas para engenheiros e técnicos. “O S11D foi um marco para o segmento, o porte e todos os números são superlativos, inclusive quando falamos de pessoas, e deve continuar movimentando o mercado de trabalho no longo prazo”, diz Wilson.

Segundo Wilson, o local de trabalho tem impacto direto sobre a remuneração. “As mineradoras que possuem operações em lugares de difícil acesso, no interior do Brasil, normalmente trabalham com salários de 10% a 15% mais altos para conseguir atrair e reter os profissionais”, explica. “Muitas trabalham com benefícios diferenciados, como moradia subsidiada e auxílio-aluguel”.

 

 

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