A preservação da arara-azul foi tema de um estudo realizado durante três anos em Canaã dos Carajás. O município faz limite com o Mosaico de Carajás, um conjunto de quatro unidades de conservação e uma reserva indígena. O estudo foi coordenado pela Universidade Estadual Paulista, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Ave símbolo do brasil, a arara-azul-grande quase foi extinta na década de 1980. Hoje existem aproximadamente 6.500 aves da espécie na amazônia, no cerrado e no pantanal. Análises concluídas recentemente mostraram a importância de garantir a preservação da espécie.

Os estudos realizados na região revelaram locais de ninhos dessas aves, número de filhotes existentes, informações sobre sua alimentação e modo de vida, além de possibilitar a identificação de áreas com a presença da espécie, dados fundamentais para a conservação da arara-azul na área.

“A gente quer que a população se sensibilize com isso e que consiga preservar essa espécie”, diz a pesquisadora Greice Ferreira, que participou do estudo. O fotógrafo João Rosa também acompanhou o trabalho e a participação dele foi fundamental para a elaboração de um livro que além de registrar a presença da espécie na região, também mostra o resultado dos três anos de estudos.

A pesquisa também revelou que para proteger a arara-azul-grande, a comunidade local pode ajudar na preservação de árvores como o axixá, que é muito usada pela ave para a construção de seus ninhos. “Algum desequilíbrio muito grande do ambiente, mudanças climáticas, podem afetar a sobrevivência da espécie. Se a gente cuida da arara, a gente cuida do nosso ambiente”, afirma Neiva Guedes, presidente do instituto arara-azul. Reportagem do Programa É do Pará.