Canaã iniciou 2018 com o pé direito sendo o 7º que mais gera oportunidades de emprego


Imagem do centro de Canaã dos Carajás Foto: PMCC

Ao lado de um dos que mais demitem na mineração, que é Parauapebas, mora um dos que mais contratam no mesmo setor: Canaã dos Carajás. A sede geográfica do projeto de maior resplendor da história da indústria mineral até o momento parou de demitir em massa trabalhadores das obras civis da etapa de implantação de S11D, e agora, já operando e produzindo minério de ferro de alto teor, está contratando mão de obra especializada para dar continuidade ao start-up escalonado, com vistas a atingir carga plena de produção, de 90 milhões de toneladas de minério, até 2020.

Por essa e outras, o município de Canaã dos Carajás iniciou 2018 com o pé direito e sendo o 7º que mais gera oportunidades com assinatura em carteira na indústria mineral, conforme dados do Ministério do Trabalho (MTb). Para se ter ideia, enquanto Parauapebas demitiu 21 operadores de máquinas de mineração, Canaã contratou 19 de uma vez só em janeiro. Ao todo, foram contratados 31 trabalhadores e demitidos 12, restando saldo positivo de 19 novos premiados com carteira assinada, salário mensal e renda média de quase R$ 3 mil.

No entendimento do engenheiro de minas Artur Alves, presidente da Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem), qualquer nova oportunidade formal na indústria mineral do município de Canaã despeja na praça, ao final de um ano, mais de R$ 37 mil, sem contar as bonificações por participação do trabalhador nos lucros e resultados das empresas. “A mineração é o setor da economia que paga a mais elevada remuneração tanto em Canaã dos Carajás quanto nos municípios vizinhos que sobrevivam dela”, informa Alves, destacando que, conforme o Cadastrado Geral de Empregados e Desempregados (Caged) consolidado de 2017, a média de remuneração da indústria mineral em Canaã está em R$ 2.894,82, quase o triplo da média de um trabalhador do comércio local, que ganha R$ 1.104,63.

ONDE ESTÃO AS VAGAS?

Infelizmente, Canaã dos Carajás foi, em janeiro, um oásis perdido no meio de um cenário de desemprego que assolou o Pará e a indústria mineral do Brasil como um todo. Os empregos na mineração, no primeiro mês deste ano, correram para o estado de Minas Gerais, que marca presença com vários municípios, inclusive o que mais gera emprego (Paracatu, com 70 postos mobilizados pela indústria do ouro). Além disso, os municípios do entorno do projeto de ferro Minas-Rio, da Anglo, têm arregimentado, desde o ano passado, muita mão de obra, tanto da construção civil quanto da indústria extrativa mineral.

Além de Minas, o Rio Grande do Norte se destaca com três representantes e com crescimento da mineração de scheelita, de sal e de água mineral.
Confira o ranking dos municípios brasileiros que mais contrataram trabalhadores do setor mineral em janeiro! (Assopem)

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