Votação Paralela: mais uma ferramenta de transparência nas eleições

Durante o dia da eleição sempre acontece a ‘votação paralela’. Com urnas de Zonas Eleitorais que são sorteadas aleatoriamente, é feito a computação de votos em candidatos aos cargos reais, porém trata-se de uma simulação. Ao final, o boletim que compila os resultados da urna é conferido, para atestar que não houve divergência em relação às escolhas realizadas.

E neste 7 de outubro a ‘Votação Paralela’ vai acontecer na Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

Este ano, seguindo a Resolução nº 23.574/2018, publicada em junho pelo TSE, as Eleições de 2018 terá, por amostragem, duas auditorias no dia da votação. Uma em ambiente controlado, onde será feita a análise do funcionamento das urnas eletrônicas sob condições normais de uso, a ‘Votação Paralela’. Já nas seções eleitorais, será realizada a verificação de autenticidade e integridade dos sistemas instalados nas urnas, a ‘Auditoria em Tempo Real’, novidade deste ano.

Na tarde de quinta-feira (13), foi instalada a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica composta pelo Juiz Edmar Pereira, como presidente, Samuel Marinho, Secretário de Controle Interno que vai atuar como coordenador dos trabalhos. Tendo ainda os servidores Mayra Carvalho, Ana Luiza Oliva, Rosane Cabral, Alessandro Cruz, João Raimundo Costa, Lisia Dias e Carolina Silva como Membros Representantes da Secretaria de Controle Interno e Auditoria, Corregedoria, Secretarias da Tecnologia da Informação e Judiciária.

Procedimento

No sábado que antecede o primeiro turno, será realizado um sorteio de 12 seções eleitorais no Estado do Pará, sendo as quatro primeiras sorteadas serão submetidas à Votação Paralela e as outras oito, à Auditoria em Tempo Real.

Em ambos os procedimentos são abertos à sociedade e poderão ser acompanhadas também por representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público.

“Precisamos tornar este processo cada vez mais visível à sociedade, pois esta é uma forma de garantir a transparência e credibilidade a Justiça Eleitoral”, destacou Edmar Pereira, Presidente da Comissão.

No domingo de eleição, as equipes de auditoria vão acompanhar todo o procedimento desde às 8h até 17h, horário final do pleito.  Até hoje, nenhuma auditoria realizada deixou de comprovar coincidência entre os Boletins de Urna (BUs) e os relatórios emitidos pelo sistema de apoio à votação.

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